domingo, 1 de julho de 2012

Compartilhar Treinamento de Missões Estudantis da ABU-Aju


Não sei se foi devido ao fato de estar na organização do evento e ver amigos íntimos participarem do treinamento, mas achei esse treinamento um dos mais intensos que participei, a nível de grupo local. O que parece ser contraditório, pois nesse treinamento optamos por uma programação mais leve, privilegiando os momentos de conversas e agendas pessoais.

O tema do evento foi baseado numa pergunta (“Eu, um missionário?”) e pudemos vivenciar momentos de extremo confronto, pois embora soubéssemos que fomos chamados para a missão, por vezes agimos como Jonas: fazendo nossas próprias vontades, não nos importando com as “Nínives” que estão ao nosso redor.

A partir de uma reflexão do livro de Jonas, Nilton, assessor da ABU/AJU, realizou uma devocional na manhã do sábado, fazendo-nos refletir sobre o lema da ABUB: Missão, Visão e Sacrifício. Pudemos observar que mesmo diante dos medos e fraquezas de Jonas, toda a cidade de Nínive pôde conhecer a Deus, e que as nossas falhas não anularão os propósitos de Deus. Debatemos sobre as formas que podemos utilizar para praticar a missão, compartilhamos experiências e discutimos alguns Estudos Bíblicos Indutivos. 

Á noite houve mais confronto com a pregação da Pastora, e assessora da ABP, Ana Isaura.  Percebemos que muitas vezes nos desgastamos (e pagamos) para realizar os nossos próprios planos, como fez Jonas ao pagar sua passagem para fugir para Társis. Fomos convidados a depender do Senhor da Missão e experimentarmos da boa, perfeita e agradável vontade dEle.

Um momento muito interessante foi quando fomos convidados a adotarmos algumas pessoas novas no movimento estudantil que estavam no treinamento. Pude perceber quão forte são os laços que criamos na missão e que devemos carregar os fardos uns dos outros. Ao sair do evento vi que a galera realmente levou a sério e estão verdadeiramente acompanhando uns aos outros. 

No ultimo dia quando achávamos que seria tudo mais “ligth”, o coordenador do Underground (ministério jovem do Portas Abertas), o Estevão Medeiros, nos trouxe uma reflexão sobre o que estávamos fazendo com nossa liberdade de expressão aqui no Brasil, enquanto muitos jovens morrem por escolherem seguir a Cristo. Posso afirma que esse foi um fatality, já não tínhamos mais dúvidas que embora fossemos chamados para a missão, estávamos negligenciando tal chamado.
A pergunta inicial do evento nos trouxe uma reposta com ressalva: “eu, um missionário?”. Sim, mas não como deveríamos. Diante disso, pude ver que muitos optaram por ir de forma mais fácil, sem encontrar “grandes peixes” na jornada. E cantando em comunhão, celebramos a nossa salvação em Cristo, tomando do vinho e comendo do pão. 

Algo que merece destaque foi que participaram da ceia conosco pessoas que já passaram pelo movimento há muito tempo. Pessoas que evangelizaram na universidade, inclusive no período da ditadura, e que hoje enchem os olhos de lágrimas ao ver jovens continuando o trabalho deixado por eles.  Aprendi que a missão é de Deus e que Ele está a trabalhar. Ainda que não possamos ver. Ele está a trabalhar. 

Agradecemos aqui a todos que participaram do evento, com destaque para o pessoal de Itabaiana e Ana Cláudia de Lagarto, ao pessoal da cozinha (Erick, Raquel, Cícera e todos os outros), a IPI e aos amados Pastores Rodrigo e Ana, ao Nilton, ao presidente da ABU NE Judson Malta, a assessora da ABS (ou seria da ABU, rsrsrs) Gilvânia Ramos e a toda a diretoria que se esforçou para realizar esse treinamento.

Juntos. Somos um corpo em Cristo. Juntos. Somos um corpo vivo. Corpo que adora e que serve, corpo que chora e se alegra, corpo que parte e reparte as cargas do irmão

Caio César
Secretário da ABU/Aracaju
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